Uma sala de cinema de arte, sala de arte ou sala de cinema independente é um cinema que exibe filmes independentes, de arte, de países de fora dos grandes circuitos comerciais ou outros filmes não convencionais. Pode ser contrastado com um cinema convencional (geralmente um multiplex ou cinema de shopping), que é mais propenso a exibir filmes de grande sucesso, os chamados blockbusters, e outros filmes populares. Os cinemas independentes são frequentemente caracterizados pelo seu tamanho menor e laços mais fortes com as suas comunidades locais . Muitos também estão localizados em locais históricos ou não tradicionais, ou reaproveitaram antigos cinemas de rua que estava desativados. Costumam se instalar também no interior de museus, universidades, centros culturais e outros espaços semelhantes. No Brasil, podemos encontrar algumas salas funcionando em pequenos shoppings. Ao contrário dos cinemas convencionais, que atraem quase exclusivamente espectadores interessados em ver um filme específico e não fazem qualquer endosso tácito dos filmes que exibem, os cinemas independentes muitas vezes trabalham para cultivar uma reputação de bom gosto, selecionando filmes de alta qualidade, atraindo assim espectadores que podem saber pouco sobre um filme antes de ir vê-lo. É comum a ocorrência de cursos, festivais e mostras cinematográficas em tais espaços, sejam tais eventos por iniciativa própria ou por cessão de pauta para outras instituições.

História Na era do cinema mudo, a maioria dos cinemas era independente. Na década de 1930, com o surgimento dos filmes falados, que exigiam equipamentos mais sofisticados, muitos cinemas menores não conseguiram competir com as grandes redes. O caso da Suprema Corte de 1948 , Estados Unidos vs. Paramount Pictures, Inc., que impediu os estúdios de cinema de também possuírem cinemas, levou a um ressurgimento dos cinemas independentes a partir da década de 1950. Na década de 1980, a flexibilização das restrições à integração vertical ajudou a reverter essa tendência. Como todos os cinemas, os cinemas independentes foram ameaçados financeiramente no século XXI pelo surgimento de plataformas de streaming como a Netflix . Alguns se converteram em organizações sem fins lucrativos .

Por região Nos Estados Unidos, a maior cadeia de cinemas independentes é a Landmark Theatres . Existem algumas cadeias regionais menores, como a Laemmle Theatres em Los Angeles, bem como muitos cinemas independentes em todo o país, em lugares como a cidade de Nova Iorque .

África Na África do Sul, existem cinemas independentes limitados ao lado das cadeias de sucesso Ster-Kinekor e Nu Metro Cinemas, incluindo o The Bioscope em Joanesburgo, o The Labia na Cidade do Cabo, o Kings Cinema no bairro de Alexandra e a organização não tradicional sem fins lucrativos Sunshine Cinema. Brasil No Brasil, as salas de cinema de arte e independentes no Brasil começaram a ganhar contornos definidos e relevância a partir da década de 1950 e, com maior força, nos anos 1960, acompanhando o movimento do Cinema Novo. Ainda na década de 1960, houve a consolidação de cinemas dedicados a uma programação alternativa, impulsionada também pelo cinema marginal. Exemplo notável foi o Cinearte em São Paulo, inaugurado em 1963. Durante a ditadura militar, houve o fortalecimento dos cinemas de rua e de arte com cineastas buscando espaços para exibição de filmes de baixo orçamento e alta carga política. Na atualidade, os circuitos de cinema independente que mais de destacam são a Cinearte, do exibidor Adhemar Oliveira (um dos pioneiros na atividade), com presença em São Paulo, Belo Horizonte e Salvador, o Grupo Estação, com forte presença no Rio de Janeiro e o Grupo SaladeArte, atuando na capital baiana desde 2000.

Veja também Filme independente

Referências