O Refúgio de Vida Silvestre Estadual dos Rios Tijuco e da Prata (RVSERTP) é uma unidade de conservação de proteção integral situada entre os municípios de Ituiutaba, Campina Verde, Prata e Gurinhatã, no estado de Minas Gerais, Brasil, tendo entre seus objetivos principais "a proteção e conservação da ictiofauna da bacia hidrográfica do rio Paranaíba no Estado, com foco sobre os rios Tijuco e da Prata e seus afluentes", a manutenção e recuperação da cobertura vegetal das áreas de presevação permanente, e a promoção da educação ambiental.
História O refúgio foi criado pelo Decreto estadual no 45.568, de 22 de março de 2011, integrando a política mineira de ampliação de unidades de conservação. Em 2017, o Decreto no 47.251, de 6 de setembro, redefiniu seus objetivos, voltados sobretudo à proteção da ictiofauna da bacia do rio Paranaíba no estado, com foco nos rios Tijuco e da Prata e seus afluentes, à recuperação da vegetação das áreas de preservação permanente e à promoção da educação ambiental. Enquadrado na categoria IV da UICN, é administrado pelo Instituto Estadual de Florestas (IEF).
Geografia A unidade abrange cerca de 9.750 hectares distribuídos pelos municípios de Ituiutaba, Campina Verde, Prata e Gurinhatã, na região do Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba, no oeste de Minas Gerais. A área protege trechos dos rios Tijuco e da Prata, integrantes da bacia do rio Paranaíba, bem como suas matas ciliares, em uma paisagem predominantemente ocupada pela agropecuária do oeste mineiro. Os rios Tijuco e da Prata figuram entre os afluentes do rio Paranaíba no Triângulo Mineiro, contribuindo para a bacia do alto rio Paraná.
Características A região do refúgio apresenta um fragmento de floresta estacional semidecidual, particularmente junto aos cursos d'água como rio Tijuco, compondo matas ciliares.
Clima Caracteriza-se como clima tropical, com uma estação seca (entre abril e setembro) e outra úmida (entre outubro e março). O município de Ituiutaba apresenta um dos índices pluviométricos mais altos da região do Triângulo Mineiro/Alto Parnaíba.
Biodiversidade A principal motivação para a criação do refúgio foi a conservação da ictiofauna da bacia do rio Paranaíba, pressionada pela perda de hábitat e pela alteração dos cursos d'água na região do Triângulo Mineiro. Além dos ambientes aquáticos, a unidade resguarda fragmentos de floresta estacional semidecidual e de cerrado associados às matas ciliares dos rios Tijuco e da Prata, que atuam como corredores para a fauna terrestre e abrigam espécies típicas do oeste mineiro.
Conservação Como refúgio de vida silvestre, a unidade tem por finalidade assegurar condições para a existência e a reprodução de espécies da fauna e da flora locais, admitindo a permanência de áreas particulares em seu interior desde que compatíveis com os objetivos de conservação. O destaque dado à ictiofauna reflete a relevância dos rios Tijuco e da Prata para a manutenção das populações de peixes da bacia do Paranaíba — inclusive de espécies de interesse para a pesca regional —, em uma região onde os remanescentes de floresta estacional semidecidual e de matas ciliares estão bastante fragmentados.
Referências
Ligações externas «Unidade de Conservação Estadual - Refúgio Estadual de Vida Silvestre Rios Tijuco e da Prata». Governo de Minas. Consultado em 22 de maio de 2026