“Quanto Tarcísio de Freitas se dedicará à campanha de Flávio no segundo turno?”

Andreazza fala sobre como a direita cresceu de forma consistente no Congresso e nos governos estaduais e chega em vantagem na disputa presidencial. Crédito: Estadão

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O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, afirmou nesta segunda-feira, 5, que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) terá participação em um eventual governo do filho Flávio Bolsonaro (PL).

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“O Bolsonaro vai participar muito dessa administração, não tenho dúvida disso. Não vai ser ministro, mas vai dar opinião”, declarou o político em entrevista à GloboNews.

O anúncio foi feito como resposta a questionamento sobre instabilidades institucionais que o início de um possível governo de Flávio teria. O cenário de crise seria relacionado a movimentos do PL para realizar impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e do próprio Flávio para indultar Jair Bolsonaro.

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Valdemar Costa Neto preside o partido de Flávio Bolsonaro. Foto: Fábio Vieira/Estadão
Valdemar completou sua resposta alegando que a questão dos impeachments dependeria do Senado Federal. “Nós temos visto que cada senador pensa de um jeito e os senadores têm muita força e muita independência. Eles vão se entender para que façam o melhor para o País. Não interessa pôr fogo no País”, conclui. O PL elegeu 19 candidatos ao Senado, formando a maior bancada, com 28 cadeiras.
Além disso, Valdemar afirmou que o início de um governo de Flávio Bolsonaro contará com uma estratégia de gestão semelhante à do pai. “Flávio vai trabalhar como o Bolsonaro trabalhou no início do governo dele. Só com gente séria nos lugares sérios e com autonomia.”
Para o segundo turno, o político defendeu buscar aproximação com partidos como União Brasil, PP e Republicanos, além de buscar apoio com os presidenciáveis do primeiro turno que não foram ao segundo: Romeu Zema (Novo) e Ronaldo Caiado (PSD).
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Flávio disputa o segundo turno das eleições presidenciais com o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O candidato da oposição terminou o primeiro turno na liderança com 47,03% dos votos contra 45,16% do petista.
O pai de Flávio, Jair Bolsonaro, está preso desde setembro de 2025 após ser condenado a 27 anos e 3 meses por crimes de abolição do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado.
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