Em 18 de maio de 2026, ocorreu um tiroteio ao Centro Islâmico de San Diego (em inglês: Islamic Center of San Diego, acrônimo: ICSD), a maior mesquita de San Diego, na Califórnia, Estados Unidos. Dois atiradores adolescentes mataram fatalmente um agente de segurança e dois funcionários do lado de fora da mesquita, antes de morrerem em decorrência de ferimentos por disparos autoinfligidos. Os autores do ataque gravaram um vídeo ao vivo do tiroteio, e um manifesto racista, que aparentemente foi escrito pelos atiradores, foi encontrado online durante as investigações. As autoridades declararam que o incidente está sendo investigado como um crime de ódio.
Tiroteio Às 9h42 da manhã, o Departamento de Polícia de San Diego recebeu uma ligação para o 911 (número de emergência) da mãe de um dos perpetradores afirmando que seu filho estava desaparecido, era suicida e tinha sido visto pela última vez usando roupas de camuflagem. Ela também disse que seu carro, um BMW X1 branco de 2018, e várias de suas armas de fogo estavam desaparecidos. O chefe de polícia Scott Wahl afirmou que três armas foram roubadas. Por volta das 11h43, a polícia recebeu relatos de um tiroteio no ICSD. Amin Abdullah, um segurança, trocou tiros com os atiradores do lado de fora da mesquita e avisou por rádio as pessoas dentro do prédio para entrarem em lockdown. Segundo o The Washington Post, isso provavelmente deu tempo para os professores e os 140 alunos dentro do prédio se prepararem e se esconderem dos atiradores. O chefe de polícia Scott Wahl disse que os atiradores entraram na mesquita após matarem Abdullah e passaram de sala em sala. Os atiradores saíram do prédio depois de serem atraídos para fora por dois homens, que então foram mortos no estacionamento. Segundo o The Washington Post, a polícia chegou à mesquita às 11h47, onde encontrou as três vítimas no estacionamento. Às 13h07. Por volta das 11h43, a polícia também começou a receber relatos de mais disparos a alguns quarteirões do ICSD. Uma testemunha disse que os atiradores realizaram um tiroteio drive-by, tendo como alvo um jardineiro enquanto gritavam algo, antes de fugirem por volta das 11h48. A testemunha disse que ele estava sangrando na cabeça, mas a polícia afirmou que ele pode ter sido atingido no capacete, o que desviou a bala. Os atiradores foram encontrados mortos dentro do BMW, a cerca de 500 metros da mesquita. Um dos atiradores atirou duas vezes na cabeça do outro dentro do carro e depois se matou. Nenhum policial disparou tiros. Especialistas em bombas vasculharam o veículo onde os suspeitos foram encontrados mortos.
Autores As autoridades identificaram os atiradores falecidos como Cain Lee Clark, de 17 anos, de San Diego, e Caleb Liam Vazquez, de 18 anos, de Chula Vista. Ambos foram encontrados sem vida dentro de um veículo. Os atiradores se conheceram virtualmente e depois perceberam que ambos moravam na área de San Diego.
Investigação
O Federal Bureau of Investigation (FBI) está auxiliando as forças policiais em San Diego. As autoridades afirmaram que o incidente está sendo investigado como um crime de ódio. De acordo com o The New York Times (NYT), dois funcionários da lei declararam que os investigadores descobriram escritos anti-islâmicos no veículo onde os autores do ataque foram encontrados mortos. Os oficiais informaram que um dos atiradores pegou uma arma de fogo da casa dos pais e deixou um bilhete de suicídio. Mensagens de ódio foram escritas em pelo menos uma das armas utilizadas no tiroteio, e escritos anti-islâmicos foram encontrados em seu veículo. A CNN reportou que o bilhete de suicídio continha escritos sobre racismo. Os investigadores relataram a descoberta de um logo da Schutzstaffel (SS) em um recipiente de combustível dentro do carro. As autoridades realizaram buscas em três residências associadas aos atiradores; “numerosas” armas de fogo foram apreendidas como parte da investigação, incluindo bestas, pistolas, rifles e espingardas, além de munição e equipamentos táticos. A bandeira da Atomwaffen Division foi vista na vestimenta de um dos atiradores. Os atiradores transmitiram um vídeo ao vivo durante o ataque. Analistas das imagens identificaram o emblema Sol negro no colete usado por Clark, e a bandeira da Atomwaffen Division é visível na vestimenta dos atiradores. Um manifesto de 75 páginas, supostamente escrito pelos atiradores, foi posteriormente encontrado online. Nele, os autores defendiam Islamofobia, Antissemitismo, Nacionalismo branco, Homofobia, Machismo, extremismo violento, influência da cultura Incel e visões anti-Trump. Eles também elogiaram Brenton Tarrant, e outros atiradores em massa.
Referencias

