Alfredo Henrique

Documento da Polícia Civil afirma que corpo de oficial já apresentava sinais de morte e foi removido antes da feitura dos exames periciais

Alfredo Henrique

25/09/2026 15:14

Reprodução/Facebook

Policiais militares relataram terem sido impedidos de acessar o local onde a segundo-tenente da Marinha Beatriz Fickert Santoro (imagem em destaque) foi encontrada morta, nessa quinta-feira (24/9), no Centro Tecnológico da força, na Universidade de São Paulo (USP), zona oeste de São Paulo.

Segundo registros policiais, a equipe foi acionada após uma médica do Hospital Universitário da USP se recusar a emitir o atestado de óbito. Aos PMs, teria chamado a atenção o fato de o corpo aparentar estar sem vida “há algum tempo”. Mesmo assim, os policiais registraram que “não [foi] permitido o acesso da guarnição ao local dos fatos”.

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Oficial da Marinha morreu na noite de quinta-feira (24/9)
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Corpo foi levado ao hospital
O relatório da Polícia Civil também registra que Beatriz foi retirada da base militar e levada ao hospital antes da realização da perícia no local onde foi encontrada.
O documento cita que ela já apresentava “sinais abióticos” — indicando que a morte já havia ocorrido — e afirma que a remoção modificou o estado da cena. Por isso, a Polícia Civil menciona a necessidade de apuração inclusive sobre eventual fraude processual, em tese.
O que diz a Marinha
Em nota, a Marinha afirma que Beatriz foi encontrada “desfalecida” no alojamento e que uma equipe médica foi imediatamente acionada.
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Segundo a força, a oficial foi levada ao Hospital Universitário da USP, “onde foi constatada sua morte”. As causas e circunstâncias do óbito, acrescentou a Marinha, estão sendo apuradas pelas autoridades competentes.

