Flamengo 0 (2) x (3) 0 Estudiantes | melhores momentos | semifinal | CONMEBOL Libertadores

O Flamengo perdeu a chance de chegar ao pentacampeonato da Libertadores ao ser eliminado pelo Estudiantes, em disputa de pênaltis, nesta quinta-feira, no Maracanã. Ao fim do jogo, o técnico analisou o desempenho de sua equipe.

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Leonardo Jardim em Flamengo x Estudiantes — Foto: André Durão
— Queria agradecer a este público que estava aqui presente e estava entusiasmado com a nossa campanha. É uma frustração grande e decepção. Operamos as mudanças que achamos necessárias. O adversário estava a jogar em bloco baixo. O Arrasca poderia nos dar a qualidade do jogo entrelinhas. Arriscamos com os outros jogadores. Mantivemos jogadores como Paquetá, que estão perto do gol. Arriscamos com BH e Plata. O jogo foi muito parecido. Eles fecharam o bloco e não conseguimos ter essa presença na área que poderíamos - disse Jardim.
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Flamengo e Estudiantes empataram em 0 a 0 nos dois jogos do confronto. Mesmo em casa, o clube carioca ofereceu pouco perigo ao adversário enquanto jogou com um jogador a mais. A decisão foi para os pênaltis, e os argentinos levaram a melhor.
— O jogo aqui no Maracanã foi dominado por nós. Vocês às vezes falam muito de dados, mas quase 75% de posse de bola, mas em termos de efetividade não conseguimos ter esse presença na área. Criamos duas situações de gol, mas não fomos capazes de criar mais. Se deve também à atitude do adversário. É uma equipe que fez uma grande campanha e só perdeu para nós na fase de grupos. E não conseguimos finalizar, que é o objetivo. Pena nossa porque toda mundo estava imbuída pelo espírito, não só os torcedores, mas nós do grupo. Todos se dedicaram ao máximo para chegar ao final. Os pênaltis não quiseram que as coisas acontecessem para o nosso lado.
Veja a disputa de pênaltis que eliminou o Flamengo contra o Estudiantes
Jorginho, Paquetá e Bruno Henrique pararam em Muslera, goleiro do Estudiantes, e Cetré foi o único que perdeu pelo lado do adversário. O 4 a 2 nos pênaltis colocou a equipe argentina na final da Libertadores 2026.
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— Não é hoje, que sou treinador do Flamengo, que vou ensinar jogadores deste nível, alguns deles com centenas de jogos e muitos pênaltis, como vão bater. Com certeza, melhor do que eu eles batem, e que nós todos que estamos aqui. Eles têm que tomar as melhores decisões, se acharam que era daquela forma, assumiram daquela forma. Não é o treinador que vai chegar lá e vai dizer bate para o lado, rasteiro, no alto. Cada jogador tem que assumir.
O próximo compromisso do Flamengo será na segunda-feira, às 20h, contra o Atlético-MG em jogo do Brasileirão.
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Entrada de Arrascaeta:
— Com certeza, o Arrasca, na semana que passou, trabalhou o físico, sem contato. Nesta semana, nos treinos que fizemos, ele trabalhou com o grupo, fez as atividades com o grupo. Dificilmente ia entrar de início por conta do impacto que foi o jogo, e vocês viram como o adversário impactou muito e como o bloco deles estava baixo. O Arrasca é o melhor que temos para jogar em pequenos espaços, e ele também se disponibilizou, desde a semana passada, a ser uma solução se a equipe tivesse necessidade. Se a equipe estivesse ganhando, não íamos precisar dele, mas, nessa situação em que estávamos com mais um jogador e havia muito jogo entre linhas, ele entrou. Não fez um excelente jogo, mas tentou ajudar naquilo que foi possível, assim como todos que entraram.
Treino de pênaltis:
— O futebol só tem uma grande regra: só falha quem marca. Eu não coloquei para marcar os medos, eu coloquei para marcar aqueles jogadores mais consagrados, que estão acostumados a marcar pênaltis pelo clube, e muitas vezes, na seleção. Só quem marca e quem falha é quem está lá dentro. Eles tentaram, e mais do que ninguém queriam finalizar e fazer o gol. Durante a semana treinamos duas sessões, tivemos um treino de pênaltis, que muitos deles, nas séries de três, tiveram 100% de eficácia, e por isso também foram escolhidos. Agora é fácil estar aqui e apontar o dedo a uma situação ou outra. Mas o responsável é sempre o treinador, e os jogadores tentaram fazer o seu melhor, tanto nos pênaltis, como no jogo.
Motivação para o restante da temporada:
— É grande o impacto. Todos nós queríamos estar na final e poder ganhar uma segunda Libertadores. Uma segunda Libertadores consecutiva era uma coisa que nunca tinha acontecido e podia acontecer. Com certeza estamos decepcionados e frustrados. Certeza que também temos um Campeonato Brasileiro para jogar ainda sete rodadas. Estamos na frente e queremos mostrar qualidade na próxima segunda-feira para tentar ganhar o troféu que ainda disputamos.
Falta de reforços?
— Essa questão, neste momento, com a frustração que estamos sentindo em relação ao resultado, é pertinente, porque podíamos ter tido outros tipos de situações. Mas, neste momento, é viável, pois este grupo tem demonstrado, ao longo da campanha, que não é por acaso que temos uma das melhores campanhas. Fomos eliminados invictos. O grupo tem demonstrado soluções. Já tivemos grandes problemas dentro de campo: os jogadores ficaram mais de um mês parados, como o Erick, o Paquetá e o Arrascaeta, duas vezes. Tivemos várias situações, e fomos conseguindo dar resposta com aqueles que estiveram de fora. O treinador tem que assumir, porque esse é o nosso papel, e temos que assumir nossas responsabilidades. Eu nunca fugi das minhas responsabilidades e não é agora que vou fazer isso.
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