Mirelle Pinheiro

Imagem da matéria: Justiça mantém prisão de “Mãe Loira do Funk”, condenada por torturar marido
Imagem da matéria: Justiça mantém prisão de “Mãe Loira do Funk”, condenada por torturar marido · Imagem: Reprodução/redes sociais.

A prisão da ex-vereadora foi ratificada durante audiência de custódia realizada na tarde deste sábado (26/9), em Benfica (RJ)

Justiça mantém prisão de “Mãe Loira do Funk”, condenada por torturar marido
Justiça mantém prisão de “Mãe Loira do Funk”, condenada por torturar marido · Imagem: Source: www.metropoles.com

Giovanna Sfalsin

26/09/2026 15:24

Reprodução/redes sociais.

O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) manteve a prisão da ex-vereadora Verônica Costa, do Partido Liberal, (foto em destaque), conhecida como Mãe Loira do Funk. A prisão foi ratificada durante audiência de custódia realizada na tarde deste sábado (26/9), em Benfica (RJ).

Verônica foi presa na quinta-feira (24/9), depois de ser condenada a 10 anos e 8 meses de prisão pela tortura do ex-marido, Márcio Costa. O caso aconteceu em 2011, em uma residência na Zona Sudoeste do Rio.

Em nota à coluna, o TJ confirmou a decisão e informou que o processo tramita em segredo de justiça.

Prisão

Como divulgado pela coluna, Verônica foi presa um dia depois de não ser encontrada pela Polícia Civil em sua casa, na Barra da Tijuca. Condenada definitivamente a 10 anos e 8 meses de prisão por torturar o ex-marido, Márcio Costa, ela foi localizada no Vale das Videiras, na região de Araras, em Petrópolis (RJ).

Além dela, outras três pessoas condenadas no mesmo processo foram presas pela PCERJ: Bruno Chaves Ribeiro, irmão da ex-vereadora; Tatiane Chaves Ribeiro Marques, irmã dela; e Bruno Marcelo Bahia Marques, marido de Tatiane.

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A ordem para que a ex-vereadora começasse a cumprir a pena foi expedida pela juíza Daniele Lima Pires Barbosa, da 16ª Vara Criminal do Rio, após o trânsito em julgado do processo, quando não há mais recursos capazes de impedir o início da execução da condenação.

O crime

O caso que levou à condenação aconteceu há 15 anos. Em fevereiro de 2011, Márcio Costa procurou a polícia e relatou ter sido submetido a uma série de agressões dentro de casa.

Segundo o relato feito por ele à época, o homem foi amarrado e amordaçado na cama e permaneceu sob tortura durante cerca de 20 horas. Ele contou ainda que teve inseticida jogado no rosto e gasolina derramada sobre o corpo enquanto era ameaçado de ser queimado vivo.

Verônica sempre negou ter torturado o então marido. Em depoimento em 2011, afirmou que Márcio chegou à residência machucado, nervoso e gritando. Ela também o acusou de usar drogas, ameaçá-la e levar computadores, câmeras, filmadoras e dinheiro da casa.

A primeira condenação da mulher veio em 2019. Inicialmente, a pena foi estabelecida em 5 anos e 10 meses de prisão.

O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPERJ) recorreu e, em 2023, a 2ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio aumentou a pena para 10 anos e 8 meses. Os desembargadores determinaram ainda que o cumprimento começasse em regime fechado e mantiveram a perda do mandato de vereadora determinada na primeira instância.

O mesmo julgamento aumentou as penas de outros quatro condenados. Bruno Chaves Ribeiro recebeu 10 anos e 8 meses. Tatiane Chaves Ribeiro, Bruno Marcelo Bahia Marques e Sebastião de Oliveira Evangelista, padrasto de Verônica, foram condenados a 10 anos de prisão, também em regime inicialmente fechado.

Os recursos apresentados posteriormente chegaram aos tribunais superiores, mas não alteraram a condenação. Em processo no Superior Tribunal de Justiça (STJ), por exemplo, a Sexta Turma rejeitou, em 2024, um recurso apresentado pela defesa de Verônica.

Quando a pena foi aumentada em 2023, a defesa da ex-vereadora contestou a decisão e afirmou que a acusação se sustentava na versão de Márcio e que havia elementos técnicos favoráveis a Verônica.