O jogo Control Resonant será lançado na próxima quinta-feira (24), com a promessa de expandir ainda mais o universo compartilhado entre a própria franquia, Alan Wake e outros títulos produzidos pela Remedy Entertainment . Com exclusividade ao Canaltech, o diretor de arte Elmeri Raitanen falou um pouco mais sobre a experiência e como foi dar vida ao game de ação. Na aventura, você controla Dylan pela ilha de Manhattan — totalmente distorcida pelo ruído. Com um cenário que mistura elementos vistos em filmes como A Origem (2010) e Doutor Estranho (2016), temos prédios, ruas e diversos outros locais que são impactados por anomalias na realidade, enquanto se preza por gráficos realistas e fluidos. Criar o mapa e levar a aventura do herói para outro patamar trouxe um verdadeiro desafio para o estúdio. Eles pretendiam superar o que foi alcançado em Alan Wake II (2023), porém ultrapassaram as próprias barreiras em Control Resonant. De acordo com Raitanen, o lançamento tem uma escala ainda maior do que os demais jogos que produziram no passado — assim como mais detalhes visuais. Além disso, a desenvolvedora precisou se atentar ao fato de que um mapa maior tem de refletir um conteúdo compatível com o seu tamanho. Afinal de contas, a exploração precisa ter nuances para enriquecer a experiência. Neste aspecto, a Remedy Entertainment também precisou inserir mais objetos e inimigos no mapa para rechear Control Resonant : O estúdio teve de revisar por completo o motor gráfico Northlight, que agora também traz consigo todo um conjunto de ferramentas que apoia o trabalho em escalas maiores. Isso levou a novas funções que agilizam a produção do game. Inspirações para Control Resonant Com um mapa repleto de mutações e uma realidade distorcida, criar um ambiente coeso foi um desafio para o estúdio. Contudo, Raitanen explica que foi um grande orgulho conduzir o projeto para a obra que será lançada nesta semana. Contudo, isso não funciona apenas como apelo visual. Dylan pode usar a gravidade ao seu favor e se adaptar aos cenários — o que garante aos jogadores um maior leque de ações para vencer adversidades e enfrentar os seus inimigos. Para toda a equipe de arte, era crucial que o público pudesse identificar Control Resonant em qualquer lugar . Essa foi a principal motivação para distorcerem Manhattan ao máximo e trazer aos fãs uma experiência única no local. A sutileza dos detalhes Na visão do diretor de arte, a aventura funciona como um “espelho” de Control (2019) . Se vemos Jesse entrar na Oldest House durante o jogo original, aqui o foco é ver como Dylan lida com o mundo exterior. Ele destaca como quiseram reverter as situações para contar uma história inédita, ainda que ela funcione muito bem dentro do universo estabelecido pela Remedy. De acordo com o desenvolvedor, nada mudou na forma como eles queriam mostrar o funcionamento deste mundo . Ele afirma que foi aplicada a mesma lógica em ambas as experiências, o que foi alterado foi a escala e como ela seria vista pelos jogadores. Além disso, o responsável pelas artes revela como isso ganhou vida sob o seu ponto de vista. Para ele, toda a equipe estava empenhada em manter os padrões já vistos anteriormente. Também questionamos como foi criado o universo no caso de Control Resonant. Afinal de contas, o game foi moldado em torno de Dylan ou a sua presença que acrescentou à Remedy como os cenários ao seu redor seriam construídos? Para responder essa questão, o estúdio entendeu que o protagonista só teria relevância se o próprio jogador pudesse personalizá-lo — o que costuma gerar empatia e criar laços entre os personagens e quem os comanda. O diretor de arte também trabalhou em Quantum Break (2015), exclusivo de XBOX que ficou preso à Microsoft. Na aventura, o herói podia moldar o tempo e criar brechas para vencer seus desafios com este poder. Na prática, os visuais também encantavam para a sua época. Para o desenvolvedor, experiências como esta e como Control ajudaram a construir o que os jogadores verão em Control Resonant neste mês de setembro. Com a experiência adquirida nos projetos anteriores, ele sente que a evolução foi natural para chegarem ao resultado que os fãs verão no PS5, XBOX Series e PCs. A pressão do lançamento Como está às vésperas da chegada da aventura de Dylan, Elmeri Raitanen aponta que sente os impactos da expectativa dos fãs e das suas próprias para o dia 24 de setembro . Além disso, ele explica que quem espera encontrar algo muito parecido com o próprio Quantum Break e Control, na verdade terá surpresas dentro da história. Durante o progresso da nova experiência, o público verá como a Remedy Entertainment faz jogos em 2026. Deste modo, compreenderá a jornada que o estúdio passou desde a década passada. Analisamos Control Resonant e, em nosso review, afirmamos que ele é "outro combo magnífico da Remedy" . A experiência estará disponível no PS5, XBOX Series e computadores na quinta-feira (24).





