O partido Rússia Unida conquistou um número recorde de cadeiras no Parlamento em toda sua história.

Presidente da Rússia, Vladimir Putin. — Foto: Sergey Bobylev / POOL / AFP
A agência estatal russa RIA anunciou nesta segunda-feira (21) que os resultados preliminares confirmam que o partido de Vladimir Putin deverá vencer as eleições russas, rigidamente controladas, com uma folga considerável.
'O partido Rússia Unida conquistou um número recorde de cadeiras na Duma Estatal em toda a sua história de participação em eleições parlamentares'.
Conforme previsto nesse domingo (20), o partido Rússia Unida obteve 57,83% dos votos para as 225 cadeiras distribuídas entre os partidos, de acordo com os resultados preliminares. Isso ocorre com resultados apurados em mais de 95% das seções eleitorais, de acordo com a Comissão Eleitoral Central.
Outros 225 políticos foram escolhidos em eleições de voto único, e os resultados mostraram os candidatos do Rússia Unida à frente em 208 dessas eleições.
A eleição transcorreu praticamente sem oposição significativa a Putin e incluiu votações em partes de quatro regiões ucranianas ocupadas que a Rússia não controla totalmente.
Kiev classificou isso como ilegal e a UE disse que era uma 'violação flagrante do direito internacional'.
A mídia estatal noticiou que os outros quatro partidos, que quase sempre votam com o de Putin, tiveram o seguinte percentual:
- Partido Comunista da Federação Russa - 13,81%
- Partido Liberal Democrático da Rússia - 8,98%
- Partido Novo Povo - 7,96%
- Partido Rússia Justa - pouco mais de 5%
O presidente da Comissão Eleitoral Central da Rússia afirmou que a participação eleitoral foi de 59,32%, segundo informações da mídia estatal. Ella Pamfilova acrescentou que os resultados finais serão anunciados em 25 de setembro, segundo a agência TASS, e que o partido de Putin deverá conquistar 355 cadeiras.
Mulher vota em eleições parlamentares russas em Donetsk, na Ucrânia. — Foto: STRINGER / AFP
Anteriormente, o partido Rússia Unida tinha 310 cadeiras e precisava de pelo menos 300 para manter sua supermaioria e a capacidade de aprovar mudanças constitucionais sem o apoio de outros partidos.
Assim, Putin está prestes a obter uma vitória significativa. Antes das eleições, o líder russo apresentou a votação como um teste de apoio à guerra.
A eleição começou na sexta e terminou nesse domingo (20). O presidente Vladimir Putin foi um dos primeiros a votar.
A UE classificou as eleições como uma 'farsa', enquanto analistas apontaram para relatos de 'violações eleitorais em larga escala' e alegações de manipulação de eleitores.
A Ucrânia também chamou todo o processo de uma 'farsa'.
'Se trata de uma farsa encenada pela potência ocupante, que nada tem em comum com eleições democráticas e não cria qualquer base legal para estender a jurisdição russa a qualquer parte do território ucraniano. A Ucrânia não reconhece nem a realização dessas 'eleições ilegais' nem os seus resultados, que são nulos e sem efeito', afirmou o Ministério das Relações Exteriores da Ucrânia em um comunicado.
Presidente da Rússia, Vladimir Putin, e presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky. — Foto: Mikhail KLIMENTYEV, Thibault CAMUS / POOL / AFP
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