Igor Gadelha

Advocacia-geral da União acionou o STF e pediu prazo de 72 horas antes de se manifestar sobre ação das bets contra proibição do setor

Igor Gadelha

28/09/2026 12:50

Emanuelle Sena/AGU

A Advocacia-Geral da União (AGU) pediu ao STF, nesta segunda-feira (28/9), um prazo de 72 horas para que a Presidência da República e a própria AGU se manifestem sobre a ação ajuizada pelo setor de apostas esportivas contra a proibição das bets no Brasil.

A ação foi protocolada pela Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL) e pelo Instituto Brasileiro de Jogo Responsável (IBJR) e questiona a medida provisória (MP) do governo Lula que proibiu as apostas esportivas e os cassinos online.

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O ministro Luiz Fux
BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto
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O ministro da Advocacia-Geral da União (AGU), Jorge Messias
VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto
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Lula em São Miguel Paulista durante agenda de campanha
Ricardo Stuckert
O requerimento da AGU foi direcionado ao ministro Luiz Fux, sorteado para relatar as Ações Diretas de Inconstitucionalidade (ADIs) protocoladas pelo setor de apostas e cassinos. A ideia da AGU é levar alguns dados a Fux sobre a novidade das bets.
A AGU pretende argumentar ao STF que as bets não geram apenas perdas individuais. Reduzem a renda e o consumo das famílias, ampliam o endividamento e a inadimplência, sobrecarregam o SUS e transferem para a sociedade custos não absorvidos pelo setor.
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Na petição a Fux, a AGU solicita que tanto a Presidência da República quanto o advogado-geral da União, Jorge Messias, sejam previamente ouvidos antes que o STF passe à análise das ações. O pedido da entidade, vale lembrar, não significa julgamento de mérito das ações.


